Não suporto mais mágoas, meu bem... acredite em mim. Andei distraído, insensível e até vulgar. Só hoje percebi os arranhões, as sedas jogadas em cima da cama, as roupas com cheiro de insatisfação. Suportar é uma palavra estranha não acha? Supor que está. Por tar. Não estou nada, por nada. Sobrevivo, me dizem que é errado, que é exagero. Eu ouvia coisas feias por trás da porta. Era proibido, incoerente. O arrepio não me dizia nada, por nada. Depois que eu fui entender, depois que passei a sentir prazeres indefinidos e contrários. Podia ser sexta-feira, domingo ou um dia comemorativo, eu andava sem ver rastros de mim, os meus passos não marcavam o piso. O ombro ardente pelo machucado exposto, a boca chama sem respostas, o tempo se arrasta até o próximo encontro. As portas sempre fechadas, o feio, o proibido, a vontade de escancará-las. Andei pelos bares mais sujos, excessivamente feliz. Fumei os cigarros mais caros sentado naquele banco da Av. Paulista, um clipe peculiar de tesão reprimido. Procurei um método pra juntar as migalhas de um amor que não existiu. Debitei a compreensão em um ser que não passava de uma taça velha onde bebia-se excessos e quebrava-se entre minhas mãos magras e fracas. Só preciso vomitar minhas escolhas nunca escolhidas. Ninguém precisa de mim, e não ache que é mais um drama de fim de noite, onde o álcool se mistura com os segredos e gozos. Não é ressentimento, é apenas um cansaço míope, que não pode ser visto. Só não suporto mais as mágoas, meu bem... não acredite em nada do que dizem, porque - pra mim - a mentira é a forma mais fácil de chegar no fim excessivo de fracassos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
III
Não suporto mais mágoas, meu bem... acredite em mim. Andei distraído, insensível e até vulgar. Só hoje percebi os arranhões, as sedas jogadas em cima da cama, as roupas com cheiro de insatisfação. Suportar é uma palavra estranha não acha? Supor que está. Por tar. Não estou nada, por nada. Sobrevivo, me dizem que é errado, que é exagero. Eu ouvia coisas feias por trás da porta. Era proibido, incoerente. O arrepio não me dizia nada, por nada. Depois que eu fui entender, depois que passei a sentir prazeres indefinidos e contrários. Podia ser sexta-feira, domingo ou um dia comemorativo, eu andava sem ver rastros de mim, os meus passos não marcavam o piso. O ombro ardente pelo machucado exposto, a boca chama sem respostas, o tempo se arrasta até o próximo encontro. As portas sempre fechadas, o feio, o proibido, a vontade de escancará-las. Andei pelos bares mais sujos, excessivamente feliz. Fumei os cigarros mais caros sentado naquele banco da Av. Paulista, um clipe peculiar de tesão reprimido. Procurei um método pra juntar as migalhas de um amor que não existiu. Debitei a compreensão em um ser que não passava de uma taça velha onde bebia-se excessos e quebrava-se entre minhas mãos magras e fracas. Só preciso vomitar minhas escolhas nunca escolhidas. Ninguém precisa de mim, e não ache que é mais um drama de fim de noite, onde o álcool se mistura com os segredos e gozos. Não é ressentimento, é apenas um cansaço míope, que não pode ser visto. Só não suporto mais as mágoas, meu bem... não acredite em nada do que dizem, porque - pra mim - a mentira é a forma mais fácil de chegar no fim excessivo de fracassos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

gostei do texto :)
ResponderExcluir