Anda cada vez mais imersa dentro de si mesma. E sente cada vez mais frio. Os pensamentos caem no chão, como as gotas de chuva fresca desse tempo cada vez mais caótico. Então suspira. E anda de um lado para o outro sem saber se é sim ou se é não. E se perde cada dia mais dentro da fértil e estranha imaginação. E tenta dormir. E acorda para tomar café. E escreve sem pensar, sem parar - com muita urgência. E fica horas sem sentir. E pensa e pensa e pensa e se perde dentro dessa imensidão que é seu corpo, sua mente e seu coração. Tão apavorados sem motivos óbvios. Então se preserva feliz - sem reservas. Tão cheia de qualquer coisa que a mantenha viva. Tão cheia de se sentir vazia. Tão cheia.