quinta-feira, 24 de junho de 2010

de uma série de desesperos lúcidos.

Anda cada vez mais imersa dentro de si mesma. E sente cada vez mais frio. Os pensamentos caem no chão, como as gotas de chuva fresca desse tempo cada vez mais caótico. Então suspira. E anda de um lado para o outro sem saber se é sim ou se é não. E se perde cada dia mais dentro da fértil e estranha imaginação. E tenta dormir. E acorda para tomar café. E escreve sem pensar, sem parar - com muita urgência. E fica horas sem sentir. E pensa e pensa e pensa e se perde dentro dessa imensidão que é seu corpo, sua mente e seu coração. Tão apavorados sem motivos óbvios. Então se preserva feliz - sem reservas. Tão cheia de qualquer coisa que a mantenha viva. Tão cheia de se sentir vazia. Tão cheia.

5 comentários:

  1. dúvidas, pensamentos.... vivo tão cansada de tudo isso, que as vezes é melhor se manter "simplesmente" viva.

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  2. Passando pra deixar um beijo!

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  3. '' Tão cheia de qualquer coisa que a mantenha viva. Tão cheia de se sentir vazia. Tão cheia.''
    Você sabe como usar as palavras de uma forma perfeita, parabéns, adorei o blog, amei muito os textos. estou seguindo, beijo :*

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  4. Anônimo16:41

    E se perde cada dia mais dentro da fértil e estranha imaginação. E tenta dormir. E acorda para tomar café.
    As vezes é assim que me sinto quando quero falar alguma coisa expressar meus sentimentos e sou impedida.
    Fico horas apenas vivendo minha imaginação...
    Muito bom seus textos adorei mesmo.

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