terça-feira, 12 de julho de 2011


Silenciava enquanto as linhas tortas que faltavam iam sendo escritas, enquanto relia as frases intensas, revisava todos os erros, grifava os melhores trechos e admirava como numa súplica todos os detalhes ilustrados. Silenciava enquanto deixava cair suavemente a última folha suspensa para finalmente fechar o livro, embalá-lo com o material mais resistente e guardá-lo para sempre no baú de memórias.

Um comentário:

  1. Estou no silêncio há algum tempo. Fechei todos os livros que ainda me restavam na cabeceira. Só assim poderei iniciar novas leituras.
    E ah, suas frases... Sempre lindas, sempre intensas, sempre perfeitas.

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