mas teus olhos loucura nessa imensidão cristalina que não sabe onde fixar-se. pequenos demônios ilustrativos que avançam no tempo e se escondem da força estranha e atrativa que possui. oh! olhar esse que despeja meu sossego sobre as casas de telhados sujos. retina que desanda minhas agonias e não sabe como fazer para lubrificar minhas memórias truncadas. tão onipresente feito de tormento que se faz de infernos inexistentes quando (não) me olham. retrocedendo avançando dormente criando enfermidades que sequer constam em diagnósticos. quantos segundos são necessários para que se caia no redemoinho que hora se faz sorriso e outras tantas aflição. quantas vezes teus olhos. quantas vezes a paixão deságua os piedosos questionamentos ou se veste de inércia. basta abrir o olhar ou cruzá-lo. mas teus olhos insanos e perdidos nessa grande confusão de mundo ainda se perguntam se é agora ou nunca mais.
Fevereiro de 2013 (A (não) pontuação é proposital).
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