Ao som de Any Other World - Mika
Parecia que nunca mais ia acontecer. Entrar pela porta do teu quarto e te pegar distraída olhando pela janela. Sonhadora. Parecia que não seria mais possível que você virasse ao sentir minha presença e se jogasse manhosa nos meus braços. Você e a tua franja cobrindo seus olhos amendoados e tímidos. Você e a tua camiseta do mickey. Você e teu coração bagunceiro e inquieto que adora se colocar nas minhas mãos. Parecia que eu nunca mais ia repousar meu rosto na curva delicada das suas costas enquanto, sem fôlego, recuperamos a energia. Você e a tua mania de contar minhas pintas e rir das minhas não-piadas. Você e a tua fissura pelas histórias de "era uma vez". Você e teu joelho ralado de garota arteira que não me deixa fugir. Parecia que eu nunca mais ia escutar você pedindo abrigo, clamando cafuné e cantando Oasis. Encabulada. Você e a sua vontade de se enrolar nas minhas pernas, pular na minha meditação e se esconder nas minhas cortinas. Parecia que você não ia mais fazer bico, drama e nem se aninhar no meu ombro frio. Cansada. Você e as tuas irregularidades de humor. Você e o teu ar de quem sabe tudo. Você e a tua não-vergonha de me listar fraquezas. Parecia que tuas mãos finas nunca mais iam dançar pelo meu cabelo, escrever nas minhas coxas e tocar nos meus medos. Você e a tua forma de segurar o violão. Você e as tatuagens que cobrem metade do seu braço esquerdo. Você e seu batom acerejado com gosto de nós. Parecia que a gente nunca mais ia brigar pelo sabor da pizza, do sorvete e dos pirulitos coloridamente enormes que você teima que saíram de um filme do Tim Burton. Vulneravelmente irresistível. Parecia que nunca mais haveria teu cheiro misturado com o amaciante do meu lençol. Você e tua testa levemente franzida de raiva por eu brincar de me afastar quando você quer beijo. Você e tuas meias de pelúcia. Você e teu risinho culpado depois da mordida. Aterrorizada. Parecia que nunca mais ia ter espaço pra essa loucura que a gente faz. Parecia o fim, mas você e esse jeito impetuoso de entrar no meu carro pedindo pra eu ficar. Você e essa boca alucinadamente linda me pedindo pra permanecer mais uma noite, ou mais uma vida inteira. Você e tua forma mansa de me pegar pelo pescoço e fazer com que eu fique. Parecia mesmo que era o fim, mas era apenas mais um dos seus alarmes falsos. Você e essa tua síndrome de fazer tempestade pra dizer que é minha. Intensamente minha. Maluca.
Parecia que nunca mais ia acontecer. Entrar pela porta do teu quarto e te pegar distraída olhando pela janela. Sonhadora. Parecia que não seria mais possível que você virasse ao sentir minha presença e se jogasse manhosa nos meus braços. Você e a tua franja cobrindo seus olhos amendoados e tímidos. Você e a tua camiseta do mickey. Você e teu coração bagunceiro e inquieto que adora se colocar nas minhas mãos. Parecia que eu nunca mais ia repousar meu rosto na curva delicada das suas costas enquanto, sem fôlego, recuperamos a energia. Você e a tua mania de contar minhas pintas e rir das minhas não-piadas. Você e a tua fissura pelas histórias de "era uma vez". Você e teu joelho ralado de garota arteira que não me deixa fugir. Parecia que eu nunca mais ia escutar você pedindo abrigo, clamando cafuné e cantando Oasis. Encabulada. Você e a sua vontade de se enrolar nas minhas pernas, pular na minha meditação e se esconder nas minhas cortinas. Parecia que você não ia mais fazer bico, drama e nem se aninhar no meu ombro frio. Cansada. Você e as tuas irregularidades de humor. Você e o teu ar de quem sabe tudo. Você e a tua não-vergonha de me listar fraquezas. Parecia que tuas mãos finas nunca mais iam dançar pelo meu cabelo, escrever nas minhas coxas e tocar nos meus medos. Você e a tua forma de segurar o violão. Você e as tatuagens que cobrem metade do seu braço esquerdo. Você e seu batom acerejado com gosto de nós. Parecia que a gente nunca mais ia brigar pelo sabor da pizza, do sorvete e dos pirulitos coloridamente enormes que você teima que saíram de um filme do Tim Burton. Vulneravelmente irresistível. Parecia que nunca mais haveria teu cheiro misturado com o amaciante do meu lençol. Você e tua testa levemente franzida de raiva por eu brincar de me afastar quando você quer beijo. Você e tuas meias de pelúcia. Você e teu risinho culpado depois da mordida. Aterrorizada. Parecia que nunca mais ia ter espaço pra essa loucura que a gente faz. Parecia o fim, mas você e esse jeito impetuoso de entrar no meu carro pedindo pra eu ficar. Você e essa boca alucinadamente linda me pedindo pra permanecer mais uma noite, ou mais uma vida inteira. Você e tua forma mansa de me pegar pelo pescoço e fazer com que eu fique. Parecia mesmo que era o fim, mas era apenas mais um dos seus alarmes falsos. Você e essa tua síndrome de fazer tempestade pra dizer que é minha. Intensamente minha. Maluca.
Acabo de chorar.
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